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A construção de uma
apresentação com vídeo no PowerPoint é moleza, mas para
obter o resultado desejado e não gerar um trabalho com
centenas de megabytes é preciso cercar-se de cuidados na
hora de fazer o planejamento e colocar a mão na massa.
O primeiro deles é quanto à
obtenção do vídeo a ser utilizado, que pode ser um filme
baixado pela internet ou imagens provenientes de outras
fontes, como câmera de vídeo, videocassete ou DVD. Nesse
último caso, vale lembrar que para levar o filme para o
micro é preciso que a máquina possua uma placa de
captura de vídeo. Aqui, usamos a DC10 Plus, da Pinnacle,
cuja tarefa é converter o filme para um formato de vídeo
que possa ser manuseado no PC.
Esse formato tem de ser
necessariamente compatível com o Windows Media Player e
editável, como o AVI e o MPEG. Isso porque, apesar de a
janela com as imagens ser mostrada sob a pele do slide
da apresentação no PowerPoint, lado a lado com os textos
e gráficos que você inserir, o mecanismo de reprodução
utilizado é o do player da Microsoft. Ou seja, neste
caso, não é possível utilizar vídeos em QuickTime e em
RealVideo, já que estes formatos só podem ser
reproduzidos nos seus respectivos players ou editados
com as ferramentas dos seus fabricantes, a Apple e a
Real.
Outra etapa importante de
preparação é a de edição e ajustes do filme. Para isso,
você pode recorrer ao programa gratuito VirtualDub
1.4.5, disponível em virtualdub.source forge.net. Apesar
de bastante enxuto, o VirtualDub dá conta do recado na
hora de selecionar os trechos de vídeo que serão
utilizados e dimensionar o tamanho do quadro que será
exibido.
Esse dimensionamento é
essencial por dois motivos. O primeiro, para deixar a
janela de vídeo com um tamanho que permita a construção
de um conjunto harmônico com os outros elementos que
você vai exibir no slide, como títulos, textos e
gráficos. O outro é para deixar o arquivo de vídeo mais
leve. Com um quadro de 720 por 480 pixels, um vídeo de
apenas 5 segundos em formato AVI sem compressão engole
160 MB do seu disco rígido. Reduzindo as dimensões do
quadro para 352 por 240 pixels, o mesmo vídeo se
transforma num arquivo de 40 MB. Para ocupar menos
espaço ainda, basta comprimir o arquivo usando um
codificador antes de salvá-lo no VirtualDub. Optando
pelo Indeo, os 40 MB encolhem para 2,3 MB.
Agora que o seu plano de vôo
está traçado, é hora de executá-lo. Depois de abrir o
vídeo no VirtualDub, inicie a exibição do filme clicando
no botão Play e, usando a régua e os botões de marcação
localizados na parte inferior da tela do programa,
marque os pontos de início e término dos trechos que
serão apagados. Para ajudar na realização de marcações
mais precisas, a dica é observar o cronômetro e o
contador de frames localizados do lado direito dos
botões. Pressionando o botão Del, as partes supérfluas
selecionadas são removidas.
Feito isso, o próximo passo
é ajustar o tamanho do quadro. No menu Video, selecione
Filters, clique em Add para enxergar a caixa de diálogo
com a relação de filtros de imagem que o programa
oferece, escolha Resize e confirme clicando em Ok. Na
outra caixa que se abrirá, indique largura e altura em
pixels do quadro e depois feche todas as caixas. Você
notará que ao lado da janela de vídeo com o tamanho do
quadro original surge outra, com as dimensões alteradas.
Se o tamanho do arquivo não
for problema, basta ir ao menu File e clicar em Save as
AVI para obter o arquivo final sem nenhuma compressão de
vídeo. Porém o bom senso sugere a utilização de um
codificador para realizar a compressão do vídeo. Como?
Simples: vá até o menu Video, selecione Compression e
escolha um dos codificadores disponíveis. Essa lista de
codificadores traz todas as opções disponíveis em sua
máquina. Se você conta com uma versão atualizada do
Media Player, esse cardápio mostrará praticamente todos
os codificadores de vídeo mais utilizados, como Intel
Indeo Video 5.04 e Microsoft Video 1. Levando em conta o
poder de compressão (Indeo) ou de popularidade
(Microsoft Video 1), faça a escolha e depois salve o
arquivo normalmente. Apesar de os codificadores
empregarem taxas de compressão diferentes, a qualidade
da imagem e do som na tela será a mesma. Caso você
queira usar um codificador que não esteja na lista,
basta baixá-lo pela internet e executá-lo para que ele
passe a figurar na relação. Um que vale a pena instalar
é o famoso DivX, capaz de espremer aquele mesmo vídeo de
40 MB em apenas 1,5 MB.
Agora que o vídeo está na
medida certa, só resta colocá-lo na posição escolhida
num dos slides da apresentação. No menu principal do
PowerPoint, clique em Inserir, Filmes e sons e Filme do
arquivo, indicando a localização do vídeo editado. Antes
de concluir a ação, o programa ainda vai perguntar qual
será o modo de início de reprodução do vídeo. Isto é, se
o filme deverá começar a rolar de forma automática assim
que o slide for mostrado ou após um duplo clique na tela
realizado pelo palestrante.
Com o processo finalizado,
cabe apenas mais uma observação: apesar de fazer parte
da apresentação, o arquivo de vídeo não ficará incluído
no arquivo em PowerPoint, por isso é conveniente que
eles sejam guardados num mesmo diretório. Isso ajuda a
evitar uma separação acidental na hora de mover o
trabalho para outra máquina ou disco removível, o que
poderia causar um tremendo vexame na hora em que a sua
tão caprichada apresentação simplesmente empacasse
justamente no momento em que a platéia atingia o clímax.
Fonte: Info Exame |